Fornos de Algodres

População: 1 627 Habitantes

Área: 15,45 km²

Orago: São Miguel

A Vila de Fornos de Algodres, actual sede concelhia que estende o seu tecido habitacional ao longo da Estrada Nacional 16, na base da colina subjacente à Serra da Esgalhada e que deve o seu nome aos fornos de cerâmica, outrora aqui existentes.
Presume-se que a primeira “Carta de Foro” (Foral) de Fornos de Algodres foi concedida por D. Dinis a 28 de Maio de 1348, tendo sido posteriormente confirmada por D.Manuel I em 24 de Setembro de 1497 (Chancelaria de D. Manuel I, no livro 28, folio 38) e por D. João III a 11 de Abril de 1530 (Chancelaria de D. João III, Livro 53, Folio 97) .
A extinção dos concelhos de Algodres, Casal do Monte, Figueiró da Granja, Infias e Matança, incorporados no de Fornos de Algodres ficou a dever-se fundamentalmente à crescente preponderância que este último conquistou com a proximidade de acessos à Guarda e Viseu, a presença de famílias abastadas e pelo facto de constituir a terra natal de Costa Cabral.
Em meados de séc. XIX, durante a revolução liberal, foi demolido o Pelourinho devido a alegadas dificuldades de trânsito. Tendo sido em 1931, realizadas investigações, para o reconstituir, só foi concretizada a edificação, ainda hoje existente, dois anos mais tarde.
Este monumento onde apenas o terço inferior do fuste da coluna, a base e o remate da gaiola constituem elementos originais é classificado como pelourinho manuelino revivalista segundo a classificação tipológica de Luís Chaves. Foi construído pelo pedreiro José “das Botas” e apresenta uma gaiola estilizada que pousa sobre o último anel do fuste, assentando sobre dupla moldura o remate cónico encordoado onde, com certa elegância, pousa volumosa bola terminal.
A Igreja da Misericórdia do séc. XVII é detentora de diversas obras de arte, com realce para a talha dourada, as imagens e o tecto do altar-mor que exibe 36 pinturas de numerosos santos e ainda outros símbolos santificados de mártires da primitiva Igreja. Muito bem conservados, possibilitam aferir a devoção antiga dos habitantes. Os quadros a óleo remontam ao séc. XVIII, atribuindo-se a autoria ao Mestre Jerónimo da Cunha, de Vila Ruiva. A fachada da Igreja, templo de uma só nave, inscreve-se no barroco joanino, com pórtico, volutas e frontão.
Nos dias de hoje, o Artesanato do Tamanco tem no Sr. José Sequeira Flôr, um dos últimos sobreviventes duma linha sequencial de gerações de tamanqueiros, arte secular no concelho e uma das mais antigas actividades de Fornos.
A Latoaria, a Cestaria e a Cerâmica Decorativa complementam, no quadro das praticas artesanais tradicionais, a produção do famoso Queijo da Serra, principal fonte de riqueza desta região, afamada pela elevada qualidade que este produto apresenta.

Brasão:

Escudo de prata, com um cacho de uvas de púrpura, folhado e troncado de verde, acantonado por quatro espigas de milho de ouro folhadas de verde. Corôa mural de prata de quatro torres. Listel branco com a legenda: "VILA DE FORNOS DE ALGODRES", de negro.

Bandeira:


Esquartelada de amarelo e de verde, cordões e borlas de ouro e verde. Haste e lança de ouro.

Notas Históricas:

O Pelourinho

Enquadramento

Urbano, isolado, situado em terreno desnivelado, em Lg. de configuração triangular, delimitado pela antiga Casa da Câmara e por casas abastadas e casa solarenga com capela autónoma.

Descrição

Soco constituído por seis degraus octogonais, o primeiro parcialmente enterrado no pavimento, adaptando-se ao declive do terreno. Coluna de fuste octogonal com base quadrangular, chanfrada nos ângulos.
Capitel de secção octogonal em forma de pirâmide truncada invertida, antecedido por anel saliente, funcionando como base da gaiola. Esta tem chapéu assente em colunelo central liso e oito colunelos lavrados, terminados em esfera, decorados com anéis na parte inferior e superior.
Remate em chapéu, formando pirâmide truncada de base octogonal, rematada por cone torso ou estriado, coroado por esfera.

Como Chegar a Fornos de Algodres

Origem:
Por exemplo: Lisboa, PT

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