Apesar de ter sido vila e concelho, foi sempre, desde há muitos séculos, um pequeníssimo agregado populacional, que em 1527 se chamava Emfiaens, e não tinha mais de 30 moradores (fogos).
Esta povoação, a mais bem situada do concelho, assenta airosamente no alto da serra, a noroeste de Fornos, a 630 metros de altitude. Descobre-se lá o mais belo, o mais amplo e o mais desafogado horizonte que se pode gozar em todo o concelho.
É incontestavelmente a povoação mais antiga desta região, talvez antiga cidade romana.
Segundo consta, encontram-se numas terras para os lados do Outeiro da Forca, escondidos no subsolo, restos de palácios, fortalezas e templos, com os seus pórticos e escadarias e fragmentos de colunas; e alguns curiosos aí têm encontrado moedas romanas, mós e outros utensílios reveladores de antiga civilização.
Numa casa em frente à Igreja existe uma janela cuja pedra do peitoril é interessante; é igualmente interessante o peitoril de outra janela, não longe da Praça, em que se lavrou no granito uma espada atravessando um coração, cujo simbolismo parece significar o dogma do Purgatório.
O Pelourinho
Enquadramento
Urbano, isolado, em terreno um pouco desnivelado, em largo de configuração triangular delimitado por casas rústicas descaracterizadas, pavimentado a paralelepípedos.
Descrição
Soco constituído por três degraus octogonais, apresentando o primeiro maior altura. Coluna de fuste octogonal com base quadrangular chanfrada nos ângulos, apresentando marca de argola de ferro a meio e encimado por gola ou anel saliente de secção octogonal.
Remate em bloco prismático, encimado por pirâmide octogonal, estando truncada. Escudo adossado ao remate, apresentando as cinco quinas desprovidas de besantes.